quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Elganden Hakreo

Hajtcha me galista saulajo
Hajtcha nyo fai far tedao
Nangaw Sui talya
Nangaw Sui talyao

Fengfatcha namae me galista...
...min gao...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Olhos fechando

Minha capacidade de descrever as coisas e tatear no escuro da imaginação até fazer surgir a luz sem virgulas que se misturam com a musica que não para de tocar sob a lua cheia que está vindo lá de forma enquanto aqui dentros meu pais dormem e não posso tocar violão fazem com que meu pé se irrite e eu sinta ainda mais fome.
Meus sonhos são estranhos e envolvem a compra de um enorme castelo que acabarei usando para dar uma das minhas mais revolucionarias festas que servem basicamente como algum tipo de desculpa esquisita para satisfazer uma parte do meu alterego.

...se é que isso realmente existe...

Então deixo de lado toda essa ladainha que envolve a minha mente sonada e misturo palavras e pensamentos sem qualquer motivo ou razão.

...será mesmo?

Percebo que nem mesmo por um instante deixo de duvidar e questionar as inumeras patéticas nuances sem sentido da realidade subjetiva que nos cerca como se fosse encontrar em materia a resposta que por tantas vez ja confrontei em um prato de sucrilhos que pinga do teto como uma lampada queimada que precisa ser trocada pelo cachorro medroso que não faz nada além de latir.

As informações contidas em algo tão sublimemente vago se transformam em um dicionário de japones que fatalmente dará conta de esfaquear o antigo prato de vidro.

Enfim...

A falta de desejo de explicar o que ocorre em meu interior é facilmente justificada pela afirmação de que não tenho vontade alguma de encarar o que definitivamente já sei e que facilmente determina o meu comportamento atual.

E ao te dar a chance para falar o que quiser percebo no fundo dos seus olhos a insegurança do ego que não ousa se arriscar por nada e que fatalmente não me satisfará mais do que cinco longos minutos como cobaia humana em um experimento comportamental que acima de qualquer propósito serve para expressar silenciosamente a minha falta de confiança e desprezo pelo que julgo ser fraqueza na existencia alheia.

Na simples dualidade de tudo que acaba sendo uma coisa só me perco em distrações banais que servem apenas como valvula de escape enquanto não encontro saída mais eficiente para a completa nulitude.

Satisfeito por estar sempre insatisfeito e vice-versa...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

EU TENTANDO MANTER O NIVEL E O DOIDO SÓ DA BANDERA!!! HAAHIAHEIHEIHAEIHAEHAEHAEHIEAHUAEHUIAEIUHA


A cópula

Depois de lhe beijar meticulosamente o cu,
que é uma pimenta, a boceta, que é um doce,
o moço exibe à moça a bagagem que trouxe:
culhões e membro, um membro enorme e turgescente.
Ela toma-o na boca e morde-o. Incontinenti,
Não pode ele conter-se, e, de um jacto, esporrou-se.
Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alteou-se
E fodeu-a.
Ela geme, ela peida, ela sente que vai morrer:
- "Eu morro! Ai, não queres que eu morra?!"
Grita para o rapaz que aceso como um diabo,
arde em cio e tesão na amorosa gangorra
E titilando-a nos mamilos e no rabo
(que depois irá ter sua ração de porra),
lhe enfia cona adentro o mangalho até o cabo.

(Manuel Bandeira a piorar meus referenciais poéticos)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

PORTAL!!!


Diatônica Louca e Harmônica
Profunda de Raza
Reluz Forte e Singela
Halo de Luz e Luiza
Eternidade Entranhada
em VOÇÊ

CACO de CAOS
Das Maos de Deus
Matéria Prima
Abraço Amoral
Irmã Em Bagunça
Ardor Sensorial

Presente Venal
Embebecido Acorde
De Estrela-do Infernal
Comcumbina do Amor
Amantes Na Arte
Puro Pecado

Mãos de Vendaval
Demencia-da Divina
Espiação num Banhar
Espiração
Colo quente e Carnal

Vinho Da Terra
Degusto Seus
Sumus de Mar
Sopro que Cambaleia
e Fogo a Dançar

Quintuplo Beijo
Espiralada Ação
Bruxaria Matreira
Mulher MAGIA
Cigana Maldição

Me Ganha As Laminas
Sorrisos e um
Lindo e Puro
Gargalhar Zombeteiro

Demônia...
de ERIS tufão
Psicose Alegria Louca
Adoro Adorar VOÇÊ
De LUA Clarão

Exagerada Mistura
De Deusa
Nipônica
Indiana Trôpega
Espanhola Ardente

Cabelo Vinhêda
Voluta
Canceriana Riqueza
Bailando NUA
Em Sabá Solsticio
Primavéra Inteira

Trifasica
Alquimica
Venusiana
e Lunatica
Halo de Luz e Luiza

Continua a Encher
Esse Brilhante Peito
De Inspirado AMOR
Por Formas
Visões
e Letras

Sacerdotiza
Desse Incestuoso Irmão
De Marginal LIBIDO
QUE TE AMA INTEIRA...

---------------------------------->

F.MÉUGGSEISSB!!!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O Segredo


O segredo é esquecer...
Deixar o passado passar e lavar a alma de tudo aquilo que ficou pra trás.
Deixar morto sob as areias do tempo as mais inuteis lembranças de tudo aquilo que nunca importou.
Afinal, o que realmente importa? Já que o segredo é...
O segredo é nunca sentir...
Mergulhar em um oceano infinito de profunda indiferença.
Margeado pelos horizontes de um racionalismo sem igual.
Ou completamente comum!
Afinal, o que é diferente? Já que o segredo é...
O segredo é discordar...
De todos, de ninguem, de si mesmo inclusive.
Não concorde, nem discorde... muito pelo contrário.
Afinal, o que realmente é verdade? Já que o segredo é...
O segredo é ser secreto...
Misterioso como a própria vida e o próprio universo.
Paradoxal como todo humano. Irracional como todo humano. Confuso, vazio, enfim...
Afinal, o que realmente é ser humano quando o segredo é...

sábado, 19 de setembro de 2009

MERGULHO


Me Afógo Em
Teu AQUOSO Fogo
Adorador Visceral
Desse Molhado jogo
De Mergulhar Primal

Viciado Aditivo
Paladar Da Função
Gustativo Olfativo
Vertigem Tensão
Pausando o Respirar

Evocador Animal
Da Caverna Anelar
Contorcer Serpentino
Lamber Masgistral
Sugar Prodigioso
Resplandescente
Petalar Espiral

De Doce Essência
Morder-te a Maçã
Suguei-te a Semente
Em Celebrear Noite
Até Brilhar NO AR
Esfera Iridiscente
Estrela-da MANHÃ

Qatrifólio Rubí
Ardiloso Macio
Quente Mediterrâneo
Saboroso Cio
Preencher Envolvente

Melada e Brilhante
Atração Repulsão
Armado Berilo
Côncava Pérola Côncha
Da Lingua Irmã

Rica e TENRRA
E faz Delirar
Que em mim Destila
Seu Sabor de MAR

Em Cego Clarão
Colérica e QUENTE
Feminina Me Atrai
De Lábios Ardentes

Transbordando de Ti
Sorvendo a Essência
Dessa Estonteante Fonte
De Intimidade
Da Beleza Fêmea

Por Mais um VEZ
Degustação Divina
Abater Envolvente
Linguagem ESGRIMA

Obcecado em Ter-te
Contraindo entre As ASAS
Borboleta Rosa
Com Sabor de FADAS

Bailado De Pétalas
Que Acre Fascina
Com Melada Trama
Boreal Tesouro
De Prazer Piscina

A Me Empreguinar Presas
Submersa DAMA
OLEOSA TEIA
Que SEMPRE ME CHAMA

DEMORADA CEIA
De Púbico Atrito
QUE de ODOR Me PERMEIA...
Com A BOCA ENTRE as VERGAS
De UMA MENINA!

QUE NA VERDADE!
É UMA SEREIA!!!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Parabens pra você


Sim! Eu consegui!
Não é de todo verdade que eu odeio aniversários... mas também não é de todo mentira.
No meu, o que mais me incomoda são as inumeras ligações e tudo mais.
...Se pelo menos me dessem parabens em todos os outros 11 aniversários do ano, mas cismam e fazer isso só no dia em que nasci dessa vez...
Tenso... eu passo...
E uma vez decidido a não ouvir nenhum parabens no decorrer no decorrer das 24 horas, comecei a buscar na interner alguns sortilégios...
Minha aventura começou aqui.
Quando o relógio beirava as 4 e pouco da manhã do dia do meu aniversário, decidi que estava tarde demais para dormir e cedo demais para sair de casa. Encontrei um material estranho a respeito de portais e outras passagens para o astral... um bem peculiarm por sinal, envolvendo o guarda-roupa!
Você deve estar se perguntando o que o Plano Astral poderia ter a ver com a minha aversão a congratulações de aniversário... mas se parar pra pensar um pouco perceberá que a maneira mais simples de evitar todo mundo é justamente não existindo na realidade comum!
Tem sua lógica, não?
Então eu resolvi que valia a pena testar a tal "formula do portal do guarda-roupa".

Primeiro eu arrumei meu guarda-roupas. Normalmente ele é bem bagunçado.
Liberei espaço... Muito importante isso...
Peguei meu circulo magico e prendi na porta...
Por fim, me tranquei no quarto imaginando se a coisa toda falha. Além de receber parabenizações de toda a minha familia, eu ainda seria encontrado dentro do guarda-roupa!
Um pouco ridiculo... talvez até pra mim...
De qualquer forma, uma vez que tudo estava pronto, lá fui eu... Sentindo como se estivesse entrando na cabine de uma nave espacial... E me perguntando a quanto tempo eu não entrava no meu próprio guarda-roupas... O_o
...E uma vez lá dentro eu percebi que quando criança os guarda-roupas pareciam ser bem maiores...
Me acomodei como pude numa posição fetal contorcida e cuidadosamente fechei as portas...

E uma vez que eu fiz isso, o que aconteceu?!
Ficou escuro, é claro!
Bem escuro por sinal. Não via nada!
Me ajeitei melhor, evitando fazer qualquer tipo de barulho e quando me achei numa posição comoda... ou seja, uma posição fetal um pouco menos contorcida... comecei a meditar.

To lá eu, abstraindo os pensamentos absurdos que costumam passar pela cabeça de qualquer individuo dentro de um guarda-roupa... quando finalmente começo a adormecer.

Adormecer não era parte do plano... :P Não era isso que dizia o "manual".

Mas bem... enquanto eu adormecia comecei a sentir como se a placa de madeira debaixo de mim estivesse ficando cada vez mais gelatinosa e eu estivesse submergindo, como dentro de areia movediça...

Sonolento e preguiçoso demais para reagir, simplesmente me deixei levar.

Fui engolido por uma imensidão sombria e fria numa queda lenta... prolongada... eterna... até finalmente adormecer por completo.

Acordei todo "tronxo" dentro do guarda-roupas algumas horas mais tarde. Imaginando que a coisa toda tia sido só mais uma das minhas retardadisses...
Saí de lá... e saí do quarto... fui ao banheiro... tudo como de costume...

Ouvi meu irmão em seu quarto... berrei um bom dia...

...Sem resposta...

Achei estranho, desci as escadas...
Dei bom dia pra minha mãe e...

Whatafuckahell... sem resposta tambem!

Pronto! Bastou pra eu sacar que tinha algo rolando.
Minha casa estava perfeitamente normal, mas no momento em que eu saí na rua nada era como antes...

Uma porção de caminhos absurdos se abriram diante de mim enquanto uma série de imagens congeladas em bolhas de sabão flutuavam num fluxo inconstante de tempo liquido...
Animas de todas as espécies, criaturas estranhas e outras psicoformas abstratas transitavem em meio ao infinito diante de mim...
...Haviam até quadrados e triangulos vivos...

Não fiquei muito surpreso, na verdade. Achava simplesmente que estava sonhando e decidi passear um pouco pra ver como era tudo aquilo...

Me distanciei pouco a pouco de casa... e ela por si só se afastou de mim, voando no sentido contrário...
Muito divertido e interessante.

Eu atravessei um bosque de amoreiras com amoras coloridas e brilhantes.
Havia uma porção de cachorros levando seus donos pra passear...
E eles conversavam entre si... em latim, é claro.

Depois que saí do bosque entre numa larga rua que simplesmente surgiu a minha frente. As casas eram meio molengas e contorcidas... e eu senti que até eu fiquei meio contorcido ao atravessar aquele lugar.

Rolava uma foto, teria sido legal...

Adentrei um beco que se transformou em uma mini-passagem submersa de aquário...
Peixes gigantes nadavam ao redor... além das paredes de vidro... em um oceano infinito.
Pareciam curiosos a respeito de como era possível viver com tão pouco espaço.
E por um momento eu até fiquei considerando isso... já que na realidade comum, 3/4 do planeta é dos peixes...

Depois desse pequeno passeio eu finalmente comecei a "me achar"... intuitivamente...
Comecei a chegar em lugares que me pareciam mais familiares e ao adentrar uma estranha estrutura capturei um cristal vivo e cantante que imediatamente se fracionou em minha mão em 20 irritantes fragmentos que não paravam de fazer acapelas de todas as espécies... -_-;

Usei parte da desgraça como se fosse dinheiro para pagar um senhor que, em sua carroagem bem esquisita, puxada por 12 cavalos psicologos, me prometeu levar a um lugar bem interessante.

O que é um peido pra quem tá cagado?

O caminho foi longo e de dentro da carroagem, que por sinal tinha um perfume agradavel de mostarda e capim, eu pude ver aquela imensidão de horizontes mutantes...
Fique curioso com o mudar da paisagem, até mesmo pq não parecia que nos moviamos e sim que as coisas ao redor iam simplesmente se transformando.

Por fim chegamos a um enorme cogumelo.

Quando digo enorme, é por que realmente era enorme!
Havia uma porta e um segurança que a principio pareceu não ter ido muito com a minha cara.
Ele parecia um agente do MIB...
Me encarou de cima a baixo... levantou a sombrancelha esquerda e depois num largo sorriso me deixou entrar.
Mas ao mesmo tempo que atravessei a porta saí num calçadão opaco do outro lado...

Quando virei pra trás não havia cogumelo nenhum, só o mesmo calçadão até o perder de vista.

Resolvi seguir por ali e parei para comer um churros que uma garota de quatro braços e duas cabeças vendia.

Enquanto ela preparava o churros e o cobria de pedaços de amendoim com dois braços e uma cabeça... a outra cabeça usava os outro dois braços para folhear uma revista de carros importados.

Peguei o churros e aproveitei pra me livrar de mais algumas daquelas tranqueiras cantantes.

Segui caminho até chegar em uma danceteria extremamente incomum.
Havia musiga, luzes, pista de dança, mas ninguem mais além de mim.

Como a musica era muito boa e lugar agradavel, resolvi passar lá um tempo.

Dancei quase tudo, mas nem cheguei perto de descobrir de onde vinha a musica. Acho que era da luz...

Fiquei lá até cansar e me sentir faminto... E então, assim que saí, como se tivesse lido os meus pensamentos, uma senhora bem gordinha e faladeira surgiu vendendo uma coisa muito estranha que se contorcia entre duas fatias de pães.
Olhei para aquilo com uma certa duvida... mas pra quem não ligaria de comer cachorro, o que é uma coisa estranha se contorcendo entre pães?

Estava delicioso... mas durante todo o tempo em que comi ela não parou de falar.
Pelo menos adorou os fragmentos cantarolantes.

...esse fragmentos pareciam agradar a todos na mesma proporção que me irritavam...

Quanto mais eu seguia por essas perdições alucinadas, mais sentia como se estivesse lembrando de algo...

Dei continuidade a minha jornada e fui parar num enorme jardim.
Haviam plantas e arvores de todas as espécies.
A vista do monte mais alto era fantastica! Deslumbrante!
Confesso que fiquei encantado com o lugar.
Não era o unico ali, haviam outras... coisas vivas(?)
...Mas não falei com nenhuma delas...
Ao invez disso decidi simplesmente aproveitar aquele lugar como podia.
Corri, pulei, treinei chutes... nussa, me acabei.

Só saí de lá quando percebi que estava escurecendo e então tomei um novo rumo... Guiado por duas minhocas albinas de estatura média que conversavam em alemão...

De longe, seguindo, eu não entendia nada do que elas falavam...
...Bom, não entenderia nem se fosse de perto. Eu não falo alemão...
Mas elas pareciam muito legais.

Quando dei por mim estava em um enorme mercadão!
E para minha surpresa fui reconhecido.

Uma senhora de comportamento calmo junto de sua serviçal estavam buscando o tecido perfeito para fazer uma capa magica.
Ela me reconheceu enquanto eu passava e me perguntou o que fazia ali.
Disse que estava fugindo e por um momento ela pareceu preocupada e curiosa, então continuei dizendo que não era nada grave, mas que não poderia contar o motivo por que senão não faria nenhum sentido ter me esforçado tanto pra escapar.

Ela não pareceu compreender, mas tambem pareceu não ligar.
Conversamos apenas mais um pouco e eu escapei novamente...

Dessa vez eu escolhi o lugar para onde queria ir baseado numa estranha recordação.

Adentrei um labirinto confuso, repleto de passagens, becos e afins...
Estava compenetrado naquela imensidão de caminhos que pareciam mudar.
Mesmo a minha visão parecia estar alterada ali.
Estava escuro, mas além disso era como se uma nevoa invisivel impregnasse nos olhos e não deixasse ver com clareza, confundindo e atordoando.

Foi com um certo esforço que consegui chegar ao centro!

Percebi então que o meu motivo de estar ali era por que desejava caçar dragões!

A todo momento sentia como se estivesse sendo observado e parecia algumas formas se moviam por entre as sombras e passagens. Cada curva gerava uma tensão no meu corpo... um certo medo ansioso, muito agradavel por sinal.

Nada de interessante no centro... mas já que estava me arriscando, decidi ir até o grande altar que eu tinha certeza que se encontrava ali!

O labirinto, de alguma forma decifrado em minha mente, parecia menos confuso...

Passei pouco tempo esperando no altar, aguardando para ver se encontrava algo enquanto mentalmente clamava... invocava o grande dragão vermelho...

...Mas ele não apareceu...
Então resolvi ir embora...

Voltei para o centro do labirinto onde facilmente peguei um trem...

Mal havia me acomodado no vagão quando de repente ele parou.

Em cima dos trilhos, completamente adormecido, estava um grande elemental do vento e dos relampagos.
Eu o reconheci de imediato.
O maquinista desceu e se esforço ao maximo para mover o elemental que não acordava de forma alguma! E só depois de um bom tempo conseguimos seguir viagem.

Desci do trem em uma estação que dava de frente a um beco escuro...
Segui por esse beco até parar diante de uma enorme e encantadora biblioteca.

Não pensei duas vezes antes de entrar.
Estantes e mais estantes repletas de livros de todas as espécies.
Alguns eram até mesmo bem vivos.

Haviam salas enigmaticas e criaturas voando de um lado pra outro retirando compendios e recolocando-os em outros lugares.

Peguei um livro roxo com uma enorme maçã desenhada em ouro puro na capa e comecei a ler.

A história era muito boa...

Na verdade, eu praticamente nem precisava ler...

O livro ia contando pra mim a história na minha cabeça enquanto as paginas em branco iam mostrando alguns desenhos que vez ou outra se moviam.
Apenas algumas poucas paginas eu precisava decifrar por conta própria.

Algumas horas se passaram naquele lugar e eu percebi que havia muito mais a ser contado pelo livro do que eu dispunha de tempo para ouvir... então o fechei, com um certo peso no coração, e dei continuidade a minha jornada.

Cheguei a conclusão de que já estava tarde. Eu precisava voltar pra casa...

Contei a minha situação a bibliotecaria... uma bela almofada branca, cheia de babados prateada... muito simpatica e confortavel.
Ela disse que não fazia idéia de como eu poderia voltar para a realidade comum. Mas me instruiu a procurar o Oraculo Gemeo.

Me deu instruções precisas de como eu chegaria ao Oraculo Gemeo, mas me avisou para ter cuidado...

"Os oraculos só dizem a verdade... a verdade dói... e a vezes mata..."

Me desejou boa sorte e que eu fosse forte o suficiente pra aguentar a verdade. E lá fui eu novamente...

Segui por uma trilha confusa...
Confusa pq era de ponta cabeça...
Depois passei por dois rios parados...
Segui por uma variação enorme de possiveis destinos até chegar no tal do Oráculo Gemeo... que nada mais era do que dois dedões...

Sim... uma estatua sorridente de um tio fazendo joinha com ambas as mãos...
...e seus dedões eram vivos, alegres e falantes...

Todo aquele drama de verdade doer e tal acabou sendo pura balela e os dedões falaram que a coisa era bem simples...

"Siga o caminho que as estrela cadente fazem para voltar pro céu..."

Perguntei "Só isso?"

"Sim... e se voltar aqui, traga uma pizza..."

Nada mais simples que isso...
Assim que encontrei uma estrela cadente perguntei pra ela qual era o caminho que ela teria que fazer pra voltar pro céu... e lá fui eu... seguindo a estrela...
Mais e mais estrela foram se juntando...

Quando dei por mim eu tava no meio de um rio de estrelas...

Muito bonito por sinal...

Atravessavamos um deserto e logo começamos a subir uma enorme montanha...

Exaustivo... era ingrime... mas muito divertido.

A maioria das estrelas são criaturas empolgadas e brincalhonas que adoram contar piadas...
...mas algumas dessas piadas conseguem ser piores que as minhas...
Ainda assim elas riem.

No topo da montanha havia uma providencial escada rolante turbinada.
Era só subir na budega e ela imediatamente te arremessava pra cima numa velocidade incrivel...
Como era o que as estrelas faziam... e os joinhas haviam dito que era isso que eu devia fazer... lá fui eu...

Melhor que muitos brinquedos de parques de diversão... hopi hari que nada...
Fui lançado tão alto que quase me caguei de medo quando vi tudo abaixo de mim ficando pequeno...
E não parava de subir... tudo foi ficando cada vez mais escuro... e mais escuro...
De repente eu tava no espaço!
E quando achei que ia ficar lá... flutuando pro resto da minha eternidade... comecei a cair numa velocidade tão incrivel quanto subi!

Foi desesperador por alguns momentos, mas tão logo eu vi um caminho se formando na direção em que eu estava indo... ou seja, pra baixo como uma enorme ladeira... fiquei mais calmo...

Me imaginei sendo o Sonic...
Sim, o porco espinho do jogo...

Comecei a correr ainda no ar para não tropeçar quando meus pés encontrassem o solo. E quando isso aconteceu eu estava tão rapido que parecia que saia fogo do meu tenis!

Corri num mergulho cabuloso em meio a uma escuridão profunda e senti como se atravessasse uma... gelatina?

Era algo esquisito que deixou tudo em camera lenta por um instante, mas na ocasião seguinte estava tudo rapido novamente e eu corria bem rapido descendo uma ladeira aqui perto de casa.

Quando parei, atordoado e até um pouco cansado, vi um guarda noturno pra quem perguntei as horas.

"11:30" - ele me disse...

Ainda tinha tempo...

Fui até uma praça e recapitulei tudo o que contei aqui... na verdade eu ainda omiti alguns detalhes pra não deixar a coisa toda muito enrolada.
Quando finalmente terminei de lembrar tudo, um gato preto pulou sobre a mesa de pedra adornada com azulejos que formavam um tabuleiro de xadrez em seu tampo.
Ele parou bem no centro do tabuleiro e me encarou nos olhos.
Eu poderia jurar que ele sorriu pra mim como quem diz "Eu sei o que você fez no verão passado"...

De uma forma ou de outra, encarei isso como um sinal de que já podia voltar pra casa...

E cá estou!

Cheguei faminto, cansado e encontrei um ótimo presente sobre minha cama!

Foi assim que no decorrer de 24 horas eu evitei todas aquelas congratulações cabulosas de aniversário!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

ÔOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO... (tem coisas que me amolecem nesse mundo)


Hahaaaa quadriculada
marrom amarelo terra pontilhada
de ar e de nada
pescoço em cima das folhas
pra beber água pobre martirizada
olha o tamanho da dona girafa
mas ela é sincera d+ escadinha pra copa das arvores
vendo u q ta vindo latrás
grande esguia girassol com sardas
q corre elegante adornando a paisagem dourada
olha é a dona GIRAFA.


http://olahelland.net/giraffes/

Dança dos Palidos




Devagar os sons vão se tornando audiveis... violino... piano... e todos os outros instrumentos...
A escuridão vai dando espaço para os tons pasteis... cores palidas que preenchem o ambiente.
Lustres enormes com seus inumeros cristais... candelabros espalhados... as gigantescas janelas com suas cortinas abertas de veludo vermelho, exibindo um céu agitado, nublado, com uma magnifica lua cheia.
Os pilares, as estatuas e o marmore do piso... as mascaras e os vestidos... a dança...
Meus olhos pairam sobre a multidão, caçando em cada olhar uma resposta.
Mas que descuido o meu... e que ousadia a sua...
Não há uma gota de realidade neste devaneio...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Centaurina...


Mãos
Balançantes Membros
E Quadril Feito NAU
Onde me Afogo Hipnose Primal
Semeadura
Pescoço e levantada Crina

RITMO
OLHOS BRILHANTES
Balanço que me fascina
Inspiração que muitas
Violencias Inspira

Elouquencida Vingativa
Sinceridade Cruel
Clamo com laço lançado
Cavalgar Égua no Céu

Quebrador de Códigos
Leitura do Desejo
Flexas Dissimulados Sinais
Que sorrio Enquanto FLamejam
Setas sobre Meu peito

Trabalho de Eros
E Heroica Taça
Ao inferno as barreiras
ODE aos deuses da caça
CERNUNOS e Orion
Dopados de erotica Artemisia

Fixo Concentrico
Olhar Cerrado
Calculo Beleza Fisica
Muscular Flexionado
Momento exato
velocidade do abate Presa
Deusa Mulher e Menina
Roubei-te o Furor e o Intento
Num bote feito Esgrima

E sabes que perdeu tudo
Por ser
Audaciosa e valente
E sem Nem um PUDOR
Terminar NUA por...
Por-se Em Minha FRENTE!



...................
(FCTQQ!!!)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Gatilho!


toda deusa
com gosto de selvageria amoral
milhares de pedaços de afrodite lançados pelo espaço
juntados por mim
violencia e selvageria todas num ato
ditrambo hino unissono
animal verbal e posicional
amantes no tato de uma espiral


curvada e ardente em egipcio traço
corpo arqueado nu vestida de noite
céu estrelado
cheia de ódio nos olhos e dentes
o ventre armado sutil doce oleoso envolvente
sal suor lambida esmeralda perfume
de breu fascinio petalas de lírio
topasio ruptural gemido deliro elouquente
sem nenhuma vergonha meu quente poço


chocante e selvagem fluidez canibal
astuciosa lingua tirana lasciva
logrando sentido como se mama
doçura total fiapos de manga
peristaltia com olhos virando
navegando em embriagues carnal


centenas de pontos de fuga
traçoes e atraçoes mutuas
deleite fricção tensão e furia
dezenas de centros e gravitação
crescendo girando vertendo
as seivas transpiram perfumes
extaseantes odores e libaçoes
tambores e dois coraçoes


dentro dos deuses de carne de sangue infinitesimais
escravizando milagres de genes e veias enzimas
para mente fatais
eletrico contorcer de pura tensão
em forças primais milagre e contenção
totalmente enraivescida domada femea
gritos arranham lençóis e puxoes
maçã e romã transmutada em minha alma gemea


furacão embrigada selvagem canção
um lado dela temia
bailado ritmo raiva bolero vibração e euforia
atropela os sentidos verter aquoso
chuva dançante tempestade eletrica
bailando ao lado dos deuses
do sublime gozo
Femea molhada irritada
em humilhação rebaixada

Linhagem rubra e nefasta
que me faz ajoelhado maldoso erguer levantar
fustigar profundamente o centro das vergas
ao todo meu peso lançar
locomotivo adicto no centro floral
Viciado tirano com dor deflorar
tal vasta paisagem de ornamento primal

sinaptico espiralado reptilico
linfatico basilisco animal mergulhante
serpentino rijo uno escamado lambido e brilhante
muscular encorpado artério venoso
enroscado aos pés e cabeça da amante
roubando suspiros tecnica inebriante
Feito felino nervoso


óssea ignea manifestação
laminas artes rajar-me as costas
explode em choque massivo estrangulado
consciencia e tormento magico uivo
com patas e garras e unhas a fio
em violento sussurro eu delirio
o corpo trepida uma festa
jorro de vida em ação
veneno ofidico em jatos brota


animal abatido
ela sorri unica destroçada
tendo aguentado meus calos acoites
do cão de guerra
por toda uma noite
apos furioso bailar
dançanda até derradeiro suspiro
deusificou todo meu ser
em alcovada jaula
vitorioso respiro

piscina suorenta
Onde se perdeu o sentido
a consciencia e a fala
sem ser permitido sequer
apenas um grito
por toda a noite
me manteve sem perceber
encoleirado estrangulando
enrraivescido ao saber
ao lado de ardida e reclamona
estonteante
puta selvageria
cambaleante e tonta.

Manipulou
cada parte de EU.

(LVTF!!!)

Dance with me... one more time...


- Foi você quem escolheu. E por sua escolha todos os seus caminhos passaram sempre a ser sem retorno. - disse a voz em meio a escuridão.

O sangue escorrendo pelo corpo, a respiração ofegante, a visão sem foco e os dedos cerrados no punho da espada.

- Afim de atingir a mudança que você deseja primeiro terá de enfrentar seu inconsciente... Tudo o que você nega... E tudo o que você reprime...

Silêncio.
O bater do coração ecoando no interior.

- Se você tivesse a chance de escolher entre salvar o mundo ou detruí-lo... o que escolheria? - perguntou a garota com um certo pesar.
- E que diferença isso faz agora?
- Se você escolher destruir este mundo... Eu vou te impedir.
- Mesmo? - ele retrucou com desdem.
- Não brinque com isso...


Os espelhos se encontram. Se encaram.
Desejo, raiva, dor, angustia e amor...
Um toque sutil no rosto... Tenso...
...Quente...

- Por que você não chora? Você se comporta como se não pudesse ser ferido.
- Chorar? Não, isso não é pra mim...
- Por que? Se acha melhor? Diferente?
- Sim, me acho sim... Pelo menos um pouco. Mas na verdade acredito que chorar não passe de um total desperdicio emocional.
- Você não imagina como isso me irrita.
- E você não imagina como isso me incomoda.

O vento sopra, enfim...
A noite calma exibe um céu repleto de estrelas e sem luar. As luzes dos postes contrastam com a escuridão dando um certo brilho ao piso molhado pela chuva do final da tarde.
Sonhos vagam por entre as sombras.

- O que há de errado conosco, afinal? Que escolhas foram estas que fizemos? Por que escolhemos sofrer?
- Eu não gosto de pensar nessas coisas.
- Mas acredito que...Como eu... Você pense nisso de quando em quando. Pelo menos é nisso que quero acreditar.
- Cada um acredita no que quiser, não é?
- E você poderia negar, com sinceridade, que não pensa?

Um carro passa e algumas folhas caem. Momentos inquietos de almas auto-flageladas.
O portão da casa sempre foi barulhento. Ao fundo as luzes da janela transpassam a cortina. Não é tão tarde...

- E por que temos que ser tão orgulhosos? Se eu não disser você nunca irá falar...
- Falar o que? Dizer o que?
- Não importa... Estar aqui ao seu lado, mesmo que desse jeito, já basta pra mim...
- Você se contenta com tão pouco.
- Eu simplesmente aproveito o que tenho a meu dispor. A vida é curta... Curta demais... E as vezes eu sinto como se tudo fosse se acabar em um inesperado suspiro. Não tenho nada além do agora...
- Que dramático.
- Um tanto quanto, mas em partes é real... E você sabe que é.
- Sei?
- Por que não para de se esquivar? Pelo menos uma noite... Esta noite... Dance comigo...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Algum idiota sem sensibilidade me perguntou o que tomei!!! e dalhe xicotada nos xacota.


IO HADIT!

Veneno de cobra na cabeça.
Onde...
Se na minha cabeça habita o veneno na minha cauda que mordo com furia está o remedio.
Tomei magia.
Elixir alquimia.
Dancei com os xamãs e as estrelas.
Domei cometas e estrelas cadentes chamados corcéis de luz e de trevas.
Amarrei em orion minha besta.


Me tornei arte arteiro força furia vida violencia e coração.
Fiz magia com palavras e criei novas antigas formas de congregar com as estrelas.
Corri com mercurio acelerado.
E fiz amor com venus e lua juntas.
São minhas.
Disse na cara o que sao e o que querem.
E dei.
Ao que são o que merecem.
Uma gota em jatos de seiva em bocas das duas.
Em troca de toda riqueza.


Ludibriei em libido os sentidos da deusa.
Em troca de deitar nos dela seus seios.
Lutei ao lado de marte.
Grunhí e decaptei.
Os inimigos...
Com sorriso maroto estripo.
e estripei.
Sorri com o sol.
Feito menino brilhei.
E brilho.


Brinquei de no abismo cair.
Rodei e rodei.
Enroscado giro.
E com jupter gargalho.
E gargalhei.
Fui porteiro do céu defronte a cidade das piramides.
Destino sarcasmo.
E agora olho critico para cara do velho pai senhor das profundesas tridente.
Aqui do lado direito do trono do controle atomico saber.
E brinco.


Brinco com os espelhos do universo.
Imagens Fantasmas Ologramatico Jogo Sacana e Orgasmico.
E nao ha nada que nao seja meu ou me pertença.
Nao ha sistema.
Nao ha nada calmo ou nervoso que nao sejam celulas de mim.
Principalmente se femea for de pele morena ariana lora ou canela selvagem morena.
Européia mediterranea Cambaleada escultural cintura menina empinada.
Antilópia savana.


Gazela tigreza pantera ou dourada sorridente ou matreira.
De olhos turvos engolidores ou cristalilea iridiscente transparencia.
Curvilineas de corpo desejasosa me transformar em caça em linhagem reprodutiva.
Viro facil armadilha caçadora.
Por odor movimento ou dançantes de olhar e palavras sorrisos e jeito menina.
Tomei ARTE nas vêias
Ao assassinato me devoto.
Me devotei.
Abato e abaterei.


O rei da rima e suas bocas me tornei.
Matei de overdose um velho tolo e decrepto eu marido de uma mentira.
Eu quem se negava a brincar com sua verdadeira amiga amante e irmã.
Minha real e unica DEUSA.
Minha total natureza....
Onde toda ciente ARTE desembestada.
Sangue SUOR e açucar.
E NADA de lagrimas.
Ao som dessa melodia.
E o universo abatido e esmagado está.
E estará.
SEMPRE SELVAGEM!
Minha DEUSA sem véu
Isis em paisagem NUA.


(YA HYA CHOUHADA!!! vida longa aos guerreiros, e morte rapida aos que se negam a brincar...)

Another Dream


Sem qualquer olhar e sem qualquer palavra. A perfeição sublime na arte de ignorar, de menosprezar e fazer sofrer.
Sem me importar com nada, simplesmente preferi vagar a seu redor.
Um lugar amplo com muitas salas. Muitas pessoas...
Minha função ali, nem eu sei.
Então, em meio a total escuridão, um relampago.
A mudança brusca de comportamento gera duvidas, insegurança... Mas o efeito é certo... Previsivel... Eu caio na armadilha...
...As chances costumam ser unicas com pessoas como nós...
Aceito entrar pela porta das migalhas levando comigo minhas armas, disposto a aumentar meus ganhos assim que possivel.

Sinto o coração apertar e doer no peito. Quase não falo... Por mais que tivesse muito a dizer.

- Você não pode mentir pra mim, eu vejo através de seus olhos...
- Por que me chamou?

O silencio do orgulho... Admitir é um pecado mortal e nenhum dos dois quer pecar.

- Você sabe o motivo... no fundo você sabe.

Arrastado por um jogo de indiretas, submerso nas correntezas de um rio emocional... Me esforçando para não se levado e não me afogar... Tento resistir...
...Mas é inutil... E me culpo por isso...

O lugar é invadido por três médicos irritados e uma convulsão de acusações e força.

- O que vai fazer? - Pergunta-me um amigo surgido do nada.
- Metade de mim deseja salvar... Outra metade deseja fazer sofrer...
- Escolha dificil, não?
- Sinto que já decidi... Estou apenas satisfazendo um pouco de ambas as necessidades.

Com gritos e golpes volto para o lugar. O lider me encara com raiva, mas não se atreve a se mover. Expulso a todos com argumentos maldosos e voltamos a ficar a sós.

- Já entendi o que quer de mim. Não precisava ter se esforçado tanto, bastava pedir.
- Não. Não é isso.
- Saia pela janela, vou impedi-los.

Uma reação inesperada que me faz gelar, derreter e me deixa completamente sem saber o que fazer.

- Me encontre. Você tem de me encontrar. Na frente da casa há um pinheiro onde vou me esconder. Estarei esperando por você.

Ganho tempo enquanto uma luta estranha toma conta de meu interior.
Percebendo que foram enganados, os homens voltam e me acusam. Não importa.
Uma busca tem inicio... Muitas pessoas estão espalhadas, procurando.

Enclausurado e meditando, relembro tudo o que aconteceu até então. Passado, presente e inumeras possibilidades de futuro se misturam. As horas passam enquanto continuo a observar pela janela as pessoas que não param de procurar, gritando e olhando em todos os cantos.
Suponho que ainda há esperança e com chamas liquidas nas veias decido partir.

Minha velocidade não tem limites e correndo mais rapido do que qualquer um ou qualquer coisa, encaro a minha própria busca... Angustiado e temeroso.
Ao passar por uma certa rua sou avistado por um grupo de amigos.

- Aquele não é...? O que ele está fazendo?
- Aah! Não creio!
- Ele tambem está procurando? Então...

Do ponto mais alto do cemitério eu consigo avistar.
Nossos olhares se encontram e eu pulo em sua direção...

Voltamos a ser criança e do interior da tumba do peito de um de meus amigos três bigas partem voando... uma de ferro... uma de prata... e uma de ouro com o demonio montado em seu interior.

Eu acordo...

Endage



Na escuridão mais profunda e disforme...
Fitando o vazio que restou de histórias que nunca foram contadas... De um mundo distante, enigmatico e convidativo...
O frio parece querer rasgar a pele.

Toda vez que tento escrever sobre isso sinto como se fosse enlouquecer.

A auto-piedade leva a um ódio fraco e de gosto amargo, sem intensidade para mudar qualquer coisa, existindo ali apenas para tornar tudo pior.

E todas as memórias do nunca vivido pesam em minhas costas deixando esta realidade vulgar ainda mais feia.

...As vezes simplesmente não sei no que acreditar...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Acredite em mim


Deitado na escuridão infinita eu vejo tudo caindo.
Fragmentos do tempo em momentos congelados... Pedaços e mais pedaços vazios... Sem qualquer significado ou importancia...
Presente passado... Futuro esquecido... Quantas memórias esquecidas, vividas e abandonadas numa jornada... Numa estrada esguia, sem margens...
Você quer acreditar no que eu quero... Eu quero saber no que acreditar...

Aquela sensação agradavel passa por mim como um fantasma...
E os astros giram ao redor... Um espetaculo de luz e cor...

Meus sonhos perdidos desaparecem no nada...
E em uma unica gota de angustia tudo se acumula...
Uma gota que nunca será chorada...

No final, o que restará?

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Visões do outro lado


De um tom sombrio para um mais claro e então novamente sombrio...
Os dias vão passando tão rapido... Contar é um mero detalhe.
Olhos refletindo o céu de uma noite fria. As roupas balançando com o vento... E o silêncio. O calor na face e as mãos geladas... O corpo todo esperando um sinal de iniciativa.
Uma cena familiar. O coração palpita...
A mente aberta num adormecer consciente... eu vejo...
Completamente abandonadas, mas não tão sozinhas assim.
Você espera pela salvação e se perde em seu próprio labirinto de exigencias... Teme a dor que mais cedo ou mais tarde virá... E a si mesma... E o passado, imaginando se a chance já não foi perdida... Por que provavelmente já foi...
Os sentimentos não morreram. Permanecem trancados numa caixa de Pandora de onde, vez ou outra, um grito escapa dizendo exatamente o que você não quer ouvir...
...E com o peito apertado apenas tenta dormir...
E você, com suas fracas mãos, tenta segurar um ultimo fio de esperança... Desculpa-se para aliviar a dor sem nunca tratar a real doença... É cruel demais para encarar, não é? Admitir que não irá longe... Assumir o parasitismo e o masoquismo de uma existencia doente e sem propósito... Sem forças para fazer qualquer coisa por si mesma.
Apoia-se nos amigos fazendo-os de muletas para uma vida psicoemocional invalida... Que patético... Que dependencia patética... Que imagem feia...
Abandonadas, mas não tão sozinhas, enfim...
Assim algumas pessoas são.

Cidade de Anjos e Demonios


Sem parar. Um dia após o outro fazendo inumeras coisas diferentes. Como sempre... Como nunca... Eu não faço a menor idéia de como...
As coisas simplesmente vão acontecendo numa sequencia desprogramada, aleatória e continua.
O vazio nunca é preenchido e cada por do sol uma nova aventura é escrita.
Sono intercalado... A realidade esquisita faz ainda menos sentido.
Mas no final, quem se importa?
Uma série de misturas infinitas... Passado, presente e futuro... Fundidos num grande pote de sopa de letrinhas e temperada com as marcas do inesquecivel... Servida numa bandeja dourada de cruel culpa minha...
E a multidão se movendo ao redor nem sequer imagina...
Um olhar gentil e palavras amigas... As portas abertas... E uma cortina branca balançando com o vento...
Risos gentis sem qualquer preocupação...
...As coisas simplesmente são...
Inimigos de nós mesmos... Somos orgulhosos até não poder mais... Criados e cultivados nessa condição perpetuamente passageira das intensidades efemeras do momento continuo...
Meu sangue não é tão puro assim... Mas sou melhor do que imagina...
Os lábios colados numa sublime sensação de viver...
...O que poderia ser mais importante? O que poderia ser mais valioso?
A chuva tempestuosa continua a cair... Seus fantasmas me contaram segredos...
Quanto maior a furia, maior a solidão...

...E vice-versa...

Continue a afirmar para si o que diz acreditar... Até acreditar de verdade...

...Se puder...

...I'll be there...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

sábado, 22 de agosto de 2009

Vidas desperdiçadas...



O silêncio da madrugada algumas vezes pode ser perturbador...
Os fantasmas, as vezes esquecidos na escuridão de nossa própria mente, costumam escolher a madrugada para despertar e nos assombrar...
São segredos... Desejos... Insatisfações... Verdades... Desilusões...
Os mais pecaminosos seres que habitam a existencia humana...

Lá, além dos vales e além do mar, longe de tudo isso, sob uma fragmentada escuridão, está a verdadeira razão de ser.
As notas pesadas tocadas no piano com tamanha precisão me submetem a uma profunda angustia e melancolia.
Quanto tempo mais terei de esperar?
Com saudades do nunca visto... Do nunca vivido... Eu me atrevo a imaginar como seria, ao menos uma vez... Ao menos mais uma vez... Experimentar o sabor deste doce veneno.

Nesta noite tão solitária, ainda estaria ali?
Depois de tanto tempo, depois de tantas batalhas...
Ainda estaria esperando por mim?
E se estiver esperando... ainda restaria alguma emoção?

Meu coração para por um instante.

Venha me assombrar, eu não me importo.
Entre pela janela que deixei aberta e apareça diante de mim.
Arraste-me para o inferno ou para onde quer que seja.
Simplesmente venha. Não tenho medo, nada é pior que isto.

Surja como uma aparição, como um devaneio ou como loucura.
Tome a forma que quiser, mas venha.

Faça com que este pesadelo tenha algum sentido...
...Algum propósito...
Uma razão qualquer!

Permita-me contemplar-te, minha própria perdição.
Acabe com esta tortura!
Quão longe eu precisarei chegar?

Seja contra mim ou a favor... eu não me importo...

...Mas esteja ali...
Simplesmente esteja...


Eu juro...

Forbidden


Primeiro seus olhos se cruzaram.
...Foi apenas por um instante em meio a multidão...
Como magica... Um momento tão especial e simultaneamente tão pequeno que foi esquecido até por eles mesmos...
Ele... Estranho e incomum... Atraía as pessoas com a mesma facilidade com que se mantinha afastado. E ela... Bela como uma rosa... Com seu temperamento morno capitava a atenção de forma quase humilhante.
Se havia algo em comum entre eles?
Provavelmente muito em comum... Talvez mais do que possa ser explicado em palavras...
Especiais... Diferentes... Seres proibidos...
...Intocaveis...

Mais tarde eles se conheceram...
...Se rejeitaram... E ao mesmo tempo se apaixonaram...

- Você se ama demais... Quase não sobra amor para mim...
- Não é como se eu fosse morrer por você... Mas sem você... Como viver?

Seus labios se tocaram e lagrimas escorreram... Com eles o céu chorou todas suas estrelas...
As cores do mundo tornaram-se mais palidas desde então...
Seus passos leves ficaram pesados.... Seus desejos mais queridos nunca mais foram desejados...
Todos aqueles sonhos foram lacrados...
...E deixados...

A partir de então estavam ligados...
Conectados... Unidos... Pelas tranças do destino...

E por fim, separados...
Mil promessa foram feitas... Mil juras...
Nenhuma delas nunca foi cobrada ou realizada...
Todas partidas... E nada mais foi igual...

Intocaveis...
...Proibidos...

Por fim... O orgulho...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Experiencia: Projeção Astral


Nos ultimos tempos eu voltei a treinar Projeção Astral.
Venho repetindo o mesmo metodo que usei quando era mais novo... o motivo pelo qual parei de treinar anos atrás é o mesmo pelo qual, neste momento, não descreverei o processo utilizado... pura preguiça.
...vamos ao relatório...

Tenho percebido nestes ultimos dias um cansaço fisico maior que de costume. O sono tem vindo mais frequentemente e em diversas ocasiões do dia sinto vontade de encostar em algum canto e dormir.
Ironicamente isto não acontece na minha própria cama, sendo este o pior lugar pra adormecer.
...de certa forma acredito que isto seja até vantajoso. Permite que eu me concentre no processo com maior precisão e concentração...
Como antes, os meus sonhos parecem estar cada vez mais conscientes. Um número maior de detalhes tem ficado registrados na minha memória ao despertar, mas ainda não cheguei ao ponto que considero como adequado... uma fusão total do estado adormecido e desperto.

Meu próximo passo é controlar este cansaço e adaptar a tecnica antiga afim de aprimorar os gatilhos de relaxamento e desconexão. Para esta reprogramação farei testes com uma variação de scrying previamente adaptada por mim e para diminuir o cansaço fisico testarei uma dieta com menor intervalo entre as refeições e maior ingesta de liquidos, além de um cronograma (não muito bem disciplinado, admito) de tai chi adaptado.

No mais não tenho sentido nenhuma alteração significante no cotidiano... exceto por uma estranha mudança na minha percepção visual que ainda não consigo categorizar como ilusão gerada da mistura do cansaço e sono com a estrutura de certos ambientes ou como... outra coisa.

Fim do relatório...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

DELIRIUM!!!



Eh claro que minha auto-confiança eh baseada em insanidade. De outra forma como eu conseguiria começar uma revolução como esta? Em minha propria mente estas informações possuem tantos parametros, tantas possibilidades. Tentar qualquer técnica de verificação da verdade seria apenas iniciar uma reação esquizofrenica. Sabe-se lá qual personalidade virá a tona. Mas não esqueçamos a ação: minha suprema promessa de mudanças. Claro que tentarao transformar minha ação em mais uma oportunidade para disseminar o medo exigindo complascencia. Entao o que deveriam se perguntar eh:
- Ateh que ponto me subestimaram?
O que nos leva a segunda pergunta; porem esta eh um conundrum:
- Seu pensamento ordenado seria capaz de reconhecer a aleatoriedade caotica que ofereço?
O homem contemporaneo em suma ainda nao percebeu como a tecnologia nos permite manipular o tempo. Nao viajar no tempo, eh claro, isso seria um exagero em nosso momento atual; mas onipresença. Estar em vários lugares ao mesmo tempo. Wifi, bluetooth, IR, radio, 3G. Onde estou neste momento alem de estar aqui? Até onde meus dedos se extendem? Em que dia estou se usei baterias cuja carga dura semanas?..
O que nos leva a terceira pergunta:
- Qual eh a revolução que ofereço?
Porem nada disso podem entender. O que torna esse interrogatório mais unilateral que o de costume. Pois estão presos, estagnados na questão mais simples. O medo os escravizando, infantilizando a um labirinto fátuo:
- Como evitar que esse algo aconteça?
No qual sugiro que iniciem um novo estudo. Uma nova area para lapidar as ações de Phobos. E assim os convido a um mundo repleto de Terrorismo Ontologico.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Pump Action Gun (na falta de algo melhor) F.MCTQQDFMGPEC!!!


Visoes Astrais Marchando
E Rindo Neuroniais SOldados
Cilicio Ardente Ciclico
Planeta Ilicito
Extra Carregado Mental Pairagem
Demente Passagem

Jogos Mentais Gargalhante Armação
Astrologia Euclydeana
Fatores Vetores Miragem
Gentil Armadilha Veneno
A Crença Do Eterno Enrredo
Vocal Artesanal Rimando
Veloz Corcel Fluindo Com Vento

Borbulhante Selvagem
Arquetipo Rente Elemento
Morcego Ou Mosca
Cavalo Ou Som
É Flexa É Intento
Astrologia Nova
Cienciencia Pra Mente

Enrredeia...

Corpo e Movimento...

Experiencia: Onipresença

Nesta madrugada, meu companheiro e co-autor deste blog, Minuteman, me propos uma espécie de desafio.
Desafio é apenas forma de falar... ao que tudo indica ele estava apenas interessado no que ia acontecer, mas de certo estava tãããão interessado que foi dormir antes da conclusão do procedimento.
E cá estou eu... escrevendo a respeito.
A proposta era simples... através de meditação (e mentalização) sobre um determinado símbolo, atingir a onipresença.
Pra ser sincero, eu não gosto muito de "simbolos comuns" e abri mão desse procedimento desde o inicio. Vou explicar o que fiz, os insights que tive e os resultados, tudo isso de forma abrangente... apenas para evitar confusões.

Passo 1: Organizei a lista do winamp com uma sequencia de musicas que considerei como adequadas para essa experiencia. Eu prefiro ouvir musicas enquanto realizo esse tipo de coisa, o silencio absoluto costuma me deixar num estado tenso de alerta.

Passo 2: Dei play na primeira musica, levantei da minha cadeira desconfortavel, fiz alguns alongamentos e um pouco de tai chi improvisado ou Tai Chi Moon Ghost (:P), que nada mais é do que uma sequencia de movimentos associados com respirações profundas, reconhecimento do próprio corpo no ambiente (mantenha os olhos fechados desde o principio) e concentração na percepção do fluxo energético interno e externo.

Passo 3: Parei de me mover, assumi uma posição de conforto e passei a me concentrar no meu próprio campo astral. Determinei o "tamanho" e "intensidade" que julguei serem ideais para formar o "circulo magico"... na verdade uma "esfera magica". Nada mais é do que uma região de "espaço delimitado" no qual o meu universo interior trabalha. Funciona não só como uma barreira, mas como uma série de outras coisas... chato demais explicar tudo aqui, então vou pular para o...

Passo 4: Projetei minha consciencia... mantive a postura de conforto e simplesmente me imaginei fora do corpo, diante de mim mesmo, me vendo. Passei a maior parte da minha concentração pra isso. A partir daqui eu já nem tava mais ouvindo a musica direito. Mantive o foco nessa projeção por algum tempo... o suficiente pra me sentir seguro de que não ia me desconcentrar com qualquer outra tranqueira.

Passo 5: Sai pra passear... primeiramente aqui pela minha própria casa. Já viram aqueles filmes em que os fantasmas se deslocam de forma estranha? Eles simplesmente pulam espaços enormes e aparecem mais a frente. Então, a sensação foi bem essa. Percebi que parte das minhas memórias influenciava no meu trajeto fazendo com que minha percepção se alterasse e eu passasse bem mais pra frente. O interesse nisso me fez desconcentrar e recomeçar do passo 3...

Passo 5: Fui pra fora de casa, bem mais acostumado com esse lance de "saltar". Dei uma volta nos lugares que costumo percorrer com frequencia. O que eu notei de diferente nisso é que nem tudo parecia que eu estava imaginando. O movimento da rua, a luminosidade, os sons... outras coisas pareciam simplesmente não existir. Fiquei curioso a respeito disso... pensei "Será que o que eu não conheço não consigo ver?". Me desconcentrei e voltei ao passo 3...

Passo 6: Resolvi visitar uns amigos. Percebi que tentar entrar direto em suas casas gerava... na falta de termo melhor vou descrever como choque mental. Me fazia desconcentrar e voltar ao passo 3. Então, depois de repetir o passo 3 em diante mais uma porção de vezes, eu resolvi "ir mais devagar"...

Passo 7: Dentro da casa haviam coisas que pareciam nubladas, outras tantas que eram perfeitamente visiveis... a garota dormindo na cama, as coisas penduradas no mural, o som dos bichos se movendo e da respiração...

Insight: Uma voz na minha cabeça falou que se eu plantasse meu simbolo em algum lugar da casa poderia voltar pra lá mais rapidamente e com isso evoluir esse processo de percepçao. Foi o que fiz... testei... e funcionou...

Conclusão: A maior parte das coisas que experimentei, muito provavelmente foram só imaginação minha... uma coletanea de memórias preenchidas com idéias... em sua maioria as sensações foram vagas...
No entanto, senti (e de certa forma até lembro) que se repetir esse proceso algumas vezes o resultado vai ser bem mais real... no que se refere a realidade comum.
Continuarei treinando, mas da próxima quero testar usar 3 corpos simultaneamente...

É isso...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Lenda

Muito tempo atrás, antes das duas luas se transformarem em uma só, o povo de Fyeng profetizou que quando as doze estrelas do sul tivessem se apagado uma grande calamidade caíria sobre o planeta.
Eles não se preocuparam muito com isto, até mesmo por que, na mesma ocasião, uma outra profecia foi feita. Ela dizia que o povo de Fyeng desapareceria após uma grande guerra contra o "Blamaruth" (Deus Trovão). Uma guerra cruel e sangrenta da qual não haveriam sobreviventes... nem crianças... nem mulheres... e nem o mais bravo dos guerreiros.
Alguem já ouviu falar dessas tais doze estrelas do sul?
Bem, isso não é tudo...
A calamidades varreriam a face do planeta por "300 nigaos" (1 nigao equivale a um dia e uma noite, 24 horas) e seu ultimo instante seria marcado por um novo despertar do Deus Trovão.
...quem é esse tal de Deus Trovão eu não faço idéia...
Mas diferente do povo de Fyeng, os "Kasmugins" ("estrangeiro", "de fora", povo que não é de Fyeng) teriam uma chance de sobreviver.
A partir desse ponto nada mais foi profetizado. "Futuro incerto", segundo o profeta, que por sinal foi condenado a morrer frito em oleo fervente como todos os profetas de Fyeng que previam coisas ruins...
Fico curioso pra conhecer esse tal Blamaruth... deve ser um cara bem legal. XD

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Lehqual e o deserto de Azgroat

Há muito tempo que Lehqual trilhava o mesmo caminho.
De fato, tanto tempo que nem mesmo ele conseguia recordar de para onde ou de onde estava indo. Seus pés cansados simplesmente continuavam seguindo em frente, deixando suas marcas... pegadas apagadas nas dunas do deserto de Azgroat.
Ele não se lembrava, mas fora avisado sobre isso.

"Seja firme em sua decisão ou vai acabar se perdendo. Não subestime as areias do tempo! Se fraquejar, mesmo que por um instante, passado, presente e futuro vão desabar sobre sua existencia e nunca mais conseguirá voltar pra casa ou chegar a lugar algum.
Seu esforço será em vão e não conseguirá nem mesmo morrer..."

Em Azgroat é sempre dia.
O céu não tem nuvens, o sol está sempre no topo, o vento quase não sopra, o imenso horizonte está sempre mais distante do que se imagina e o som parece desaparecer poucos metros depois de surgir.

Isto não faz muita diferença, não é como se alguem fosse te escutar, de qualquer forma, mas o silencio gerado neste efeito é ainda mais enlouquecedor.

As vezes Lehqual dormia e achava que ia morrer. Então acordava de um pesadelo estranho e tinha a impressão de que havia acabado de entrar no deserto.
Levantava-se e apertava o passo, andando bem rapido numa linha reta para qualquer lado.

De vez em quando ele simplesmente se sentava no topo de uma duna e olhava ao redor.
Já não procurava mais por uma saída, nem sequer uma pista de como poderia se livrar daquele tormento. Não... ele já havia passado dessa fase, já havia desistido.
Simplesmente sentava-se ali e olhava a paisagem.
...olhava... e olhava...

E tambem haviam ocasiões em que ele achava que estava caminhando e quando se dava conta estava parado... o contrário também acontecia... e ele conversava consigo mesmo:

- Mas que lugar é esse afinal?
- Você não sabe?
- Não, não sei...
- Então como é que vou saber?

E assim era a vida de Lehqual... até o dia em que ele finalmente saiu de Azgroat...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Laogae'danovas

A sala era enorme. Iluminada apenas por tochas e pela luz da lua que atravessava os vitrais coloridos que esboçavam estranhos e sombrios desenhos. Os carpetes pinturados exibiam um simbolo dourado. Não havia vento, mas por algum motivo eles balançavam.
As grandes pedras que formavam o chão, o teto e os pilares pareciam vibrar, ecoando um som sombrio.
Parado diante do trono estava ele. Esguio, em vestes brancas e vermelhas com o simbolo do lugar, uma espada pesada em sua bainha a esquerda do quadril e olhos tão negros que mal podiam ser vistos, exibiam somente um reflexo cruel da fraca luminosidade.
Diante de si havia um outro homem. Era alto e forte, usava roupas de couro, muito mal-tratadas. Seus braços e pernas estavam feridos e formavam pequenos filetes de sangue que escorriam até o chão. Seu cabelo loiro estava bagunçado e sujo. Parecia cansado, mas tinha a furia estampada na face. A espada em sua mão direita pendia pesada, era carregada com esforço.

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Foi um longo caminho...
Por muitas e muitas vezes eu sangrei e sofri sozinho...
E foi em vão... que muitas vezes esperei um sorriso...
...um pouco de compreensão...

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Dedo a dedo as mãos se fecharam. A pulsação vazia do coração, agora mais forte, ecoava como tambor de guerra. As paredes vibraram e trincaram, as chamas se apagaram e fragmentos começaram a despencar do teto.
Um grito poderoso como um trovão fez os vitrais se arrebentarem. Os vidros voaram para fora e iluminados pela lua se transformaram numa bela, porem mortal, chuva colorida.
A energia fluindo para fora do corpo fazia as vestes balançarem. A própria realidade parecia oscilar ao seu redor...

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Sempre deixado de lado... o mais forte...
Despedaçado, servindo apenas para liderar...
Não é estranho? Não é ironico?
Paradoxal, no minimo...

Estou cansado destes fracos...
Seres despreziveis que não sabem se culpar...

Cansado do martirio...
De me sentir traído... e sozinho...
Cansado de acordar vazio...
Com saudades do nunca visto...

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- Batalha após batalha... eu sempre venci. Superei todos os meus medos, me ergui acima de todos. Faço o que quero quando bem entendo. O que te leva a crer que pode me ferir?
- Não sou qualquer um dentre os muitos que te odeiam. Não vim aqui desperdiçar palavras. Vim para matar ou ser morto por você.
- Como muitos outros. Que troca injusta... Se me matar terá fama, glória e poder... mas eu... depois que te vencer... terei somente mais uma miseravel e patética alma em minha coleção enquanto espero o próximo idiota. Há mesmo justiça neste mundo?

...............................................................

Não mais emprestarei a minha força...
Sem mais palavras de incentivo...
Que cada idiota afunde na própria lama.
No buraco de suas próprias contradições.

Não tenho mais medo de ficar sozinho
Eu simplesmente não ligo.

Eu fui rejeitado primeiro...
Diferenciado... distinguido...
Fui notado, comparado, valorizado...
E separado...

E agora, finalmente aceito isso.
Quem quiser que me siga.
Do contrário...
Que morra com o resto...

sábado, 8 de agosto de 2009

ISIS LAYLA EUTERPE VENUS EM AFRODITE TITÃNIA HERA FERA E BELA em pele e magia de de SUAVE menina...


Parte de Fada Ninfa e Terraquea Princesa
Mãos de HARPIA velocidade que desnorteia
Pernas de Meretriz Rabo De Sereia
Cintura de Bailarina
Maçãs apontadas pra Cima
Sorriso Do Fogo
Que Toca Forte em mim
Aperta
A Lamber-me As Vêias
Feito sugas orvalho do céu
Bebe Mais BEBE MAIS
Boca Sedenta Rodeada de Branco
BEBE Toda Minha Seiva
Em Engolir Sedento
Choca-se Na Tempestade De Vai e Vem em Meus Braços
Meu Sorriso De Cão e Meu Olhar De Marasmo
Plumagem De Odores Acre Opio Jogo e Coragem
Plumados Em Movimento Gata Caçadora Traiçoeira e Selvagem
Fios Dourados Trigo e raízes Em Sua Imagem
De Vergas Abertas a MIM
Lisa Pastagem
Cheeta Lebre Cegonha e Oasis
Voluptosa Cambaleante Feito Miragem
Lua Menina Bruxa e Paisagem
Amor Encanto Abertura de Céu
Lingua Lambente de Deusa
Saliva e Mel
De Rolar em Esteira crua e NUA
Noite Quente Acalanto
Se Sou Cruel
Tu és
MINHA ESTRELA DIURNA
Sem Pranto Sem Dor Minha Arpa
SOM Cheio de Encanto
em Ti Meu Arpão
Me entreguei...
A SEU ENCANTO MAR E CANÇÃO!!!
e ter em mim esses olhos
dentes e unhas
sao Toques dourados
Da Grande Fortuna
Óh alorada magia
de mais pura Sorte
Me Perdoa Sempre
Por nesse vai e vem
E Mania
A Sempre Acabar te Levando
Ao Mais Doce da MORTE.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Fragmentos de Projeção


...ou frações de desdobramento... ou qualquer outro nome que quiser dar...
Você já ouviu falar de Projeção Astral?
Aquela coisa de deixar seu corpo e ir passear por aí na forma de espirito?
Talvez tambem já tenha ouvido dizer que quando dormimos a mesma coisa acontece, gerando como resultado um sonho bem estranho?

A principio acredita-se que tais acontecimentos só ocorram em estados alterados de consciencia, sejam estes auto-induzidos ou de origem desconhecida. Mas não é bem assim...

Mesmo quando acordados e bem conscientes estamos com a cabeça repleta de pensamentos. Estes, por sua vez, carregados de nossa própria energia se manifestam no plano astral... o mesmo acontece com a nossa existencia e pequenas partes de consciencia.

Para entender a lógica disso basta você se imaginar numa praia linda e ensolarada.
Pronto... uma fração energética sua e uma pequena parcela de seu consciente foram para essa tal praia que pode ou não existir na realidade comum...
Isto é uma projeção... um desdobramento...
Com o devido treino é possível utilizar essa técnica como substituta da Projeção Astral... não costuma ser tão realista, as contradições geram duvidas, mas a partir do momento em que as informações obtidas são convertidas em intuições que se realizam... pronto, percebemos como a tecnica é eficiente.
A grande vantagem é que, dependendo do seu nivel, é possível criar inumeras projeções em diversos locais diferente e se conectar a todos eles...

Lindo... quase uma onipresença...

Mas a maioria das pessoas não utiliza este recurso conscientemente. Na verdade, a maioria nem sequer imagina que isso aconteça.
Elas se projetam em diversas situações, sejam elas reais ou imaginárias... e dependendo do envolvimento emocional, ela se mantem presas.

Imagine-se num filme de terror... agora imagine que tudo o que acontece com você nesse filme seja refletido pra sua vida...
Se você continuar alimentando essa imaginação continuará preso a ela.
Meus parabens... você acaba de criar um fragmento que te mantem ligado por tempo indeterminado a um fluxo constante de energia.

Vamos adicionar um "algo mais" nisso tudo...

Quando duas ou mais pessoas geram o "mesmo pensamento"... ou determinam uma caracteristica em comum...
Quando elas associam suas imaginações em uma determinada lógica...
Elas criam o que eu e alguns costumamos chamar de Egregora.
Isso não necessariamente precisa ser um lugar... pode ser tambem uma criatura... pode ser um objeto... pode ser qualquer coisa... um fluxo constante de energia disforme, por exemplo... uma entidade sem forma e poderosa como um deus... pode ser o raios que o parta...

Nesse exemplo vamos imaginar uma empresa com o seu egregora...
E imaginar uma pessoa que não para de pensar no serviço...
Lá está ela... uma fração dela, pelo menos, diretamente conectada a "existencia principal"... e uma via bem aberta de fluxo energetico de tudo o que o egregora representa e manifesta...

As consequencias de tudo isso são as mais variaveis...

Junte a essa bagagem de informações o principio de que o ser humano não tem passado nem futuro... vive num momento continuo... sempre presente...
A cada vez que ele lembra do passado está se projetando...
...um passado sempre recorrente é um fragmento...

O mesmo acontece com o futuro...
A imaginação associa-se com a energia da vontade e pronto...

Ha quantas coisas estamos ligados sem nos dar conta? E dessa forma, quão fragil não somos em relação a todos os que "sabem o caminho"?

(Post dedicado as minhas alunas. Façam uso da lembrança... aprender é uma ilusão)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Assassino Da Mente!!!


Velho Da GUERRA!!!

Amo O MEDO
Inimigo Potente
Dos MAIS Primitivo
Monstro Da Trama
Dos Deuses Antigo
O Velho Selvagem
Frio Homem Livre
Torrado Sem Alma
Do Desérto Mar

MEDO E Eu
Melhores Amigos
Eu Caço Com O MEDO
Estrategista Fingido
Encaro Anciente
Suave Perigo
Onde Habita
A Morte
De Mente Oblitera
Vagando Em Seu Rêino
Q É Claro Expansivo

Monto No MEDO
Gigantesco Verme
De Fria Chama
Precioso Bebê
Cheio De Escamas
Anéis Calejados
De Árido Atrito
Eximio Corcel
De Escuro Infinito
Pesado Titã
Que Devora Intelecto
Grande Sombrio
E Querido

Adestro Meu MEDO
Prodigio Acurado
Xicotes Grilhões Ganchos
E Nós Apertados
Rolando Esfumante
Feito Gato Alegre
De Ventre Pra Cima
Caçador DE Ritmo

Encaro Meu MEDO
Delicioso Inimigo
Do Antigo Abismo
Espreita O Tambor
Explodo Em Sentido
Paisagem Da mente
Do Frio Da Morte
Suave E brilhande
De 5000 Dentes

Esfolando Os Dedos
Iguanlando-se a BESTA
Equalizo Meu Peso
Sentindo O Vento
Agarras Anéis
Equlibrio Novo
Ele Aborrecido
Eu Hospedeiro
Do Tombadilho Ferido

Subo No MEDO
Ele SEM MENTE
Fagulhas Gritantes
Adrenalina E Sangue
Com Humor Cortante
Armadilha De Tons
Vibração No Solo
Chegada A Hora
Onde Se Abraça A Morte
La vem Seu SOM

Cavalgo o MEDO
Quem Mais Perigoso
Que Fez-Lo Rolar
Com Brinquedos Simples
Fiz Uma Ferida
Diamantina Mente
De Calor No Olhoar
Conquista Esse
Fantastico
Drástico
Tórrido
Lindo
E Frigido
PAR

De
Odoroes
Sabores
Que Expandem A Mente
Esse Seu DOM
PODEROSO Amigo...
ONDE APENAS A MIM
Simbiosamente...
TENDE A FICAR!!!

Sinta MEDO...




------------------------>
YA HYA CHOUHADA!!!
(long live the fighters...)

Pê! (HEIN?)


Terrivel Como Nada
Estrela Vermelha De Dor Alada
Ritmado Veneno De furia De toque
Um Só Com Os Deuses Da Morte

Sem Fim Violenta
Sangrenta Ternura
Raio De Deus Divina Loucura
Cinco Ventos 16 Constelaçoes
A Queda Da Torre Destroça Os Grilhoes

Horus Artemis Marte Daimos E Phobos
Vingança Vendetta Violento Plano
De Sangue De Mar Afogando A Escória

Facas E Lanças Cortes E Berros
Areia Rubra Pedras Em Chamas
E Essa Furia É Só Sua Cama

Perfeitos Pedaços Analogia Rubia
Ópio Cegueira Animalesca Volúpia
Olhos Cegados Estatelados Esbúgos

Vêias e Tripas Espólios Sorrisos
De Lâmina Escamas Coagulo E Chamas
As Vidas Esccorem Em Suaves Dramas
Os Dentes Sorriso Sarcamos Largado

Opaco E Cego Ele E Sua Dama
Maquina De Matar Alada Criança
Sons De Tendões A Cortar Destroçar
Tranze Divino Dragão Borbulhante
Beleza E Sons Aos Braços Da Amante

Na Turba Do Caos Em Gritos Surruros
Dos Montes De Corpos Que Ele Amontoa
Esmagados Destroços Sem Pena Ou Pesar
Dos Vivos Ou Mortos Furar E Cortar

Nos Reinos De Força
Onde Todos São Guerra
Quê É Um Brinquedo
Para Uma Fera...


p.s.
(ninguem fala merda nessa porra nao? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHA)
seguindo a pilha do vermelho do MALUCO aí de baixo!

Vermelho...


A lua cheia no céu nublado... estranhamente meu sangue parece ferver...
É como se a noite pedisse algo... esperasse algo de mim...
...não tenho vontade de me esforçar para explicar esta sensação...

Vejos vultos... e um estranho temor acompanhando as sombras...
...como se a qualquer momento algo fosse saltar do vazio e me atacar...

Sinto um calafrio por dentro... e um prazer sadico em sentir odio sem motivo...

Meus olhos se fecham...
...e o calor começa a aumentar...

Marcas por todos os lados... um brilho intenso...

...Vermelho...

Como o sangue... como a carne... como o fogo...

Primeiro envolve meu corpo e se expande numa esfera ao meu redor...
Depois é a vez de meu quarto...
...minha casa...
E por fim, num raio de quatro quadras, tudo o que vejo e sinto é uma imensidão vermelha...

...meu oceano particular de energia acumulada...
Amplificada por anos de repressão... eras de negação emocional...
E ainda assim, apenas uma pequena fração...

Só uma parte... que reaviva a minha memória de tudo aquilo...
...todos aqueles de quem não gosto...

Que tenham bons sonhos... hehehe...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Fim do Reino

Voltemos a Kasper'lyon...
Qual não foi a surpresa daqueles meus caros conhecidos quando finalmente me reconheceram. De pé, diante da mesa, me encaravam sem saber como reagir. Estavam mudos... estaticos...
Dos olhos de uma das garotas que reconheci lágrimas começaram a surgir.

...lágrimas...

O choro é uma arma... a primeira e unica arma que o ser humano possui quando nasce... é sua ferramenta de manipulação.
Através dela o bebe consegue sobreviver... consegue fazer com que a mãe o alimente... o troque... lhe de atenção...
...com o tempo torna-se uma via de desperidicio emocional...
Chora-se por raiva... por tristeza... por alegria...
...por tudo... por qualquer coisa...
Nada demais é feito... a pessoa simplesmente chora... e pronto...
...patetico...

Eu não disse nada. Apenas me aproximei da mesa e peguei a primeira taça cheia que vi.
Pude sentir no liquido que a preenchia um amargo sabor de fraqueza de espirito e temor... sadicamente isto me fez sorrir.
Continuei caminhando, contornando a mesa... eles se afastavam ante a minha aproximação...
Chegou a ser engraçado. Estavamos todos morto, mas era como se eles vissem uma assombração.
E provavelmente para eles era como se eu fosse mesmo...
Antes de viajar ao Quarto Portão eu me despedi pessoalmente de cada um.
...me julgavam louco...

Em seus olhos eu percebia que eles realmente não esperavam que eu fosse voltar...

Sentei no trono de marfim... terminei de beber do conteudo da taça e então a transformei em poeira entre meus dedos...
Toquei a mesa e dei a ela o mesmo destino da taça...
Pude sentir a força do medo ecoando. Por dentro eu ria de tudo aquilo... era agradavel ve-los confusos e sofrendo daquela forma...

Apenas me recostei no trono e fecheio os olhos.
Kasper'lyon desapareceu em um instante. Já que ela me pertencia e no estado em que se encontravam, não havia muito o que pudessem fazer.
Foram banidos para um lugar bem... agradavel... e espero até hoje por reencontra-los.
Com certeza será bem interessante.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

DDDRUG MY MIND WITH ELETRONICKAL BEATS!!!


Uma bola vermelha?
Será tempero?
Será Horus?
Ja sei, é Marte é Phobos é sangue coração pulso e pulmão!!!
É JOCOSO é vontade é orgulho e magnanimidade!!!
É viagem...
É um monte de papel no chão cachoeira de informação!
É o alienista é o corcunda a cigana a bela que é fera...
É girafa é retrato é porta e prato...
É só bincadeira.
É xamã?
É irmã?
É a bola vermelha da luz na manhã!!!

AWAKE!!!


BRINGH THA WACKY RHYMES!!!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ética

Eu não faço muita idéia do que o termo quer dizer no senso comum...
Minha definição a respeito da palavra é apenas a seguinte... "Conjunto de regras auto-impostas que determinam um padrão comportamental".
Para que haja a variação do padrão comportamental primeiramente é necessario determinar as diferenças entre as coisas...
...a maioria dos seres humanos comuns realiza essa atividade incoscientemente... categorizando e dividindo...
...humanos... animais... objetos... animados... inanimados... minerais... vegetais... certo... errado... justo... injusto... verdadeiro... falso...
A segunda parte é determinar as regras... que é o mais curioso...
...geralmente essas regras tendem a "proibir" justamente o que se quer fazer...

Eh uma maneira bem humana (hipocrita) de convivio "pacifico" onde não há imposição da vontade própria sobre o outro... mesmo quando isso pode, ocasionalmente, gerar um relativo beneficio a este ser...

De forma geral... a ética é mais uma daquelas complicações humanas para situações simples que tem por objetivo inconsciente aliviar o tedio existencial...

...não sei se é etico dizer isso... mas é etico avisar que é só a minha opinião...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Lágrimas de Sangue

O velho me passou suas memórias...
Fragmentos desgastados de diversas encarnações. Todas elas envolvendo uma garota... sua filha...
...meu alvo...
Recebi em menos de cinco segundos humanos suficiente quantidade de informações para reconhecer aquela existencia em qualquer lugar... em qualquer estado... em qualquer forma...

Metade do pagamento antes... a outra metade depois...
Na fração de segundos seguinte a troca eu já não estava mais em Jalo.

É verdade que eu não fazia idéia de onde estava me metendo.
A porção de memórias que o velho me entregou era suficiente apenas para identificar aquele espirito... não havia qualquer explicação de como ela havia ido parar nas Esferas Inferiores e por que...
...e a principio eu não me preocupei em nada com isso...

Quanto mais tempo se passava mais fundo eu descia naquele emaranhando de desconexões... e quanto mais fundo eu ia mais problematico se tornava...

Se dividissemos esses reinos em camadas eu diria que as mais superficiais são "governadas" por parasitas e almas perdidas... criaturas fracas, quase sem qualquer conhecimento ou influencia... sem poderes de qualquer espécie...
Já nas camadas mais profundas o papel se inverte...
...lá... nesses poços podres que se encontram os verdadeiros demonios...
Seres que por milenios existem na escuridão...
Que por milenios lidam com aquele mesmo tipo de energia...
Deuses do caos...

Em alguns casos o próprio ambiente é uma alma... e você nem se da conta disso até ser tarde demais...
Como se de repente fosse parar no estomago de um gigante e não fizesse a menor idéia de onde está...
...e as vozes na cabeça ecoam e se repetem com intensidade... confundem...
Os fracos chegam ao ponto de não mais saber o que é pensamento deles e o que não é...

...infelizmente para mim... eu nunca gostei de desistir...

Confesso que já havia perdido completamente a noção do tempo... e uma boa noção do espaço...
Me prendia a meu objetivo e a uma unica memória...
Eu precisava dessa memória para voltar... sem ela eu estava condenado a permanecer ali...
...a fazer parte dali...

E diferente da garota a quem eu procurava... eu sabia que não haveria alguem disposto a me procurar... a se importar comigo...

Foram cerca de 1.300 anos humanos de tortura em meio ao mais profundo caos...

Naquela escuridão, coberto de sangue, suor e outras coisas nojentas... me mantendo com esforço de pé ante a pressão que toda aquela energia exercia sobre mim... maltrapilho... descoordenado... desorientado... e mais perverso do que de costume... eu finalmente encontrei...

...uma perola...

Jogada no chão imundo... esquecida...
Na forma fisica de uma perola...
...ali estava a garota... quase irreconhecivel...
Esboçando uma fraca energia inerente a sua essencia...

...uma maldita perola...
A unica memória que lhe restou... que o ambiente ao redor não conseguiu lhe arrancar...
A unica lembrança que continha toda a sua essencia... como uma semente...

...uma perola...

A peguei do chão e fechei em minhas mãos... era hora de voltar...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Contrato

Como eu disse... o Inferno humano não é tão ruim assim...
Esta somatória de projeções... de pensamentos e idéias mutuas a respeito de um reino de caos, chamas e dor é demasiadamente simples. Nem se compara aos locais que passei a visitar... as "Esferas Inferiores".

Lugares escuros... sombrios... labirintos interminaveis de carne podre ainda viva... fétidos... oceanos de esgotos... almas perdidas, esquecidas, abandonadas por si próprias... vagando por entre os caminhos da auto-piedade... na dor do desprezo... soterradas por pesados blocos de orgulho... cegas...
E outras tantas bem conscientes... parasitas daquela energia quase estagnada... sadicamente se aproveitando da fraqueza daqueles seres...
Sangue para todos os lados... ossos... lágrimas...
Reinos sem referencias de espaço... sem "em cima", sem "em baixo"... sem paredes... vacuo completo e absoluto... onde uma série de fetos mal formados grita como porcos...
Mundos forjados em medo... angustia... ódio... raiva...

Eu desenvolvi um interesse especial por estes reinos... mas isto não vem ao caso...

Foi em Jalo que um homem de meia idade veio me procurar. Seu nome eu não me recordo...
Não que isso tivesse alguma importancia, mas ele parecia sincero... provavelmente efeito de sua apresentação fisica...
Ele se curvou como quem se curva diante de um principe e solicitou a minha atenção com uma voz que induzia a piedade. Permaneci indiferente e parei para ouvir o que tinha a dizer...

Ele me contou quem era... o que fazia... como ficou sabendo a meu respeito e a reputação que se espalhava... disse que estava desesperado e só então me pediu ajuda...

Eu já estava entediado... aquele discurso enfadonho me dava sono...

Seu desejo era que eu encontrasse e resgatasse uma certa alma das Esferas Inferiores... alguem muito especial para ele...
Já havia visto grupos de atrevidos fazerem este tipo de coisa...
Iam em bandos, vestidos de branco, cercados por uma luz própria projetada por uma auto-confiança em sua benevolencia... adentravam os mundos sombrios e induziam um "despertar" em uma ou mais almas perdidas daquele antro...
Não eram bem quistas pelos parasitas... mas estes nada podiam fazer por serem fracos demais. Ficavam apenas reclamando e nada mais...
Mas tambem haviam o escravizadores...
Em formas demoniacas eles vinham e arrastavam quantos conseguiam para seus reinos pessoais...
Vez ou outra estes "salvadores" e "escravizadores" se estranhavam...
...um belo espetaculo para alguem como eu, que não pertencia a nenhum dos grupos...

Negociamos o serviço... e a proposta de pagamento foi suficientemente interessante para me motivar...
Fechamos nosso contrato e assim eu parti para uma outra jornada que durou mais de 1.300 anos...

Kasper'lyon

Cerca de 6.800 anos humanos haviam se passado desde o dia em que atravessei os portões da Quarta Entrada do Inferno...

...apenas 6.800 anos humanos...

Não é muito, por mais que assim possa parecer... digamos apenas que é relativo...
O fato é que este período de "férias prolongadas" em um ambiente um tanto quanto hostil não passou sem deixar algumas marcas em minhas feições projetadas.
O corpo mais rigido... a face e o olhar ainda mais vazios... unhas em garras... labios palidos... a pele clara como a lua... marcas por todo o corpo... e careca...
...estava mais parecido com um animal humanóide torturado do que com qualquer outra coisa...

Cobri meu corpo com uma manta e capa e a primeira coisa que fiz depois disso foi retornar a Kasper'lyon...
O nome deste meu reino ecoou inumeras vezes em minha cabeça junto com uma série de outras insanidades durante todo o período em que estive aprendendo...
...ou sofrendo... como preferir...

De uma forma que não sei como explicar, não foi surpresa para mim encontrar o lugar na mais completa ruína...
Aquele mundo não mais me pertencia...

Durante minha ausencia um de meus mais próximos companheiros organizou um movimento e tomou o controle das forças que envolviam o equilibrio do egregora... algo bem simples para o seu nível de poder e conhecimento...

Caminhei sem pressa por entre os espiritos que mal se aguentavam de pé... ou que muitas vezes nem sequer sabiam onde estavam...

...bebados... maltrapilhos... drogados... infames...

A torre de farol que outrora guiava almavas talentosas de encontro a um reino de pura fartura e vida agora estava apagada... as ruas antes cheias de movimentos belos e graciosos agora se encontravam quase vazias... preenchidas por projeções ocas... miasmas... fragmentos tristes de realidades diversas...

Segui indiferente... cruzei as 12 pontes... atravessei as 7 portas... e subi os 357 degraus até a sala do trono de marfim... transformada numa sala de banquetes onde ninfas submissas, drogadas na euforia e na sedução do glamour, serviam lascivamente e completamente nuas ao tal companheiro e outros 5 "amigos" que agora faziam de Kasper'lyon sua morada...
...sua toca...

Reconheci entre os rostos das garotas ali presentes 3 que me eram familiares...
...mas confesso não ter sentido o minimo de pena por suas fraquezas...

Abri as grandes portas de madeira e adentrei a sala sem qualquer cerimonia...

Todos pararam... todos se calaram... todos me olharam...
...ninguem me reconheceu...
De forma alguma...

Incomodado com minha presença, o novo dono de Kasper'lyon e meu antigo companheiro se levantou do trono de marfim e socou a mesa...
O golpe, amplificado por sua energia, ecoou por toda a sala fazendo as paredes tremerem.
...nada além de um joguete simples para assustar os fracos...

Retirei meu capuz e o encarei nos olhos...

sábado, 25 de julho de 2009

Controlando o Fogo

A primeira coisa que fiz quando decidi aprender a manipular as chamas foi procurar e encontrar aquela que era conhecida como "Quarta Entrada do Inferno".
Isso levou tempo... quem quer ir ao inferno, afinal?
...eu queria...
E foi com um certo custo que consegui encontrar um guia.
Seu nome... por motivos pessoais prefiro não contar... mas o sujeitinho, relativamente parecido com um fauno e tão amigavel quanto uma serpente, por um preço justo cumpriu com sua função.

Primeiro houve um ritual... o qual, é claro, também não irei descrever. Imagine como quiser...
De uma forma ou de outra, eu nunca gostei de rituais... aos meus olhos não passam de floreados arcaícos com a finalidade de reunir energia para um propósito... menos de cinco minutos em um estado adequado de concentração fazem o mesmo serviço...
...mas, é só minha opinião... e como de qualquer forma o guia precisava disso para continuar...

Logo em seguida nos dirigimos para a parede de uma montanha a qual atravessamos como se não existisse...
Caímos em uma caverna escura, quente e fedida que seguia em linha descendente. O chão estava coberto com fuligem e quanto mais desciamos mais quente ele ficava.

Após algum tempo de caminhada fios de lava começaram a surgir escorrendo pela parede e entrando em buracos no chão... goteiras acidas presentes ali por anos já haviam formado enormes crateras...
Eu apreciava essa paisagem um pouco desconfortavel com a fumaça enquanto seguia meu guia.

Quando finalmente paramos de andar a caverna havia desembocado num gigantesco salão em chamas.
Na minha frente havia somente uma ponte feita de marmore branco e efeitada com simbolos e estatuas, terminando em um grande circulo com um buraco no meio, como uma enorme rosquinha.
Tanto a ponte quanto seu destino eram suspensos por correntes enormes e entre os sons das explosões era possível ouvir barulhos parecidos com gritos vindo dos rangidos destas correntes.

...quase assustador...

Parado no lugar, contemplando aquela magnifica arquitetura do inconsciente coletivo de sabe-se-lá quantas pessoas, fui tomado por uma euforia interessante.
O suspiro de empolgação que dei foi confundido com medo por meu companheiro que rindo-se por dentro imediatamente se ofereceu a levar-me de volta por um preço justo...

Paguei-o como havia prometido...
Emoções desgarradas de crianças torturadas nunca valeram tanto.
O cristal reluziu em sua mão e mais do que satisfeito ele se despediu.

Eu... segui em frente com os pés ardendo sobre a ponte e mergulhei no buraco no meio do grande círculo...

O que este ato me reservou não revelarei... conto apenas que cerca de 6.800 anos depois, quando o mesmo guia foi me buscar, pela primeira vez em muito tempo aquele lugar ficou tão frio quanto o polo norte...

O inferno humano não é tão desagradavel assim...